Sua função no motor é lubrificar, evitar
o contato entre as superfícies metálicas, reduzindo
o atrito entre as partes móveis do motor, e também
proteger contra o desgaste, limpeza, refrigeração
e vedação do motor.
O lubrificante é vital para o seu veículo.
"Fique
sempre atento no período de troca de óleo recomentado
pelo fabricante."
"Em
Nossa Rede de Postos Irmão da Estrada, temos
o lubrificante ideal para o seu veículo, lubrificantes
de alta qualidade para o bom funcionamento e durabilidade da
vida útil de seu veículo."
Para
saber qual é o lubrificante correto para seu veículo,
consulte o "Manual do Proprietário" na parte
de manutenção quanto à viscosidade (SAE)
e ao desempenho (API) ou então verifique nas tabelas
de recomendação disponíveis nos postos
de serviço.
A
boa lubrificação é aquela em que o óleo
lubrifica até o anel do pistão mais próximo
da câmara de combustão onde esse óleo é
parcialmente queimado, sendo consumido. É normal um consumo
de meio litro de óleo a cada mil quilômetros rodados,
com carros de passeio, mas cada fabricante de motor especifica
um consumo normal para seu motor, de acordo com o projeto. É
bom ressaltar que carro novo consome óleo.
Quanto
a troca de óleo, deve ser trocado quando atingir o período
de troca recomendado pelo fabricante do veículo e que
consta do "Manual do Proprietário". Os atuais
fabricantes dos motores vêm recomendando períodos
de troca cada vez maiores, dependendo do tipo de serviço
e da manutenção do carro.
Recomendamos
no momento da troca de óleo do seu carro, que o motor
esteja quente, porque quando o óleo está quente,
ele fica mais fino e tem mais facilidade de escorrer.
O
filtro de óleo também deve ser trocado? Quando?
Sim. O óleo, com seus aditivos detergentes/dispersantes,
carrega as sujeiras que iriam se depositar no motor. Ao passar
pelo filtro, as impurezas maiores ficam retidas e as menores
continuam em suspensão no óleo. Chega um momento
em que o filtro, carregado de sujeira, dificulta a passagem
do óleo podendo causar falhas na lubrificação.
A situação se agrava quando ocorre o bloqueio
total do filtro de óleo, o que pode causar sérios
danos ao motor. O período de troca do filtro de óleo
também é recomendado pelo fabricante do veículo
e consta do "Manual do Proprietário". Normalmente,
ela é feita a cada duas trocas de óleo. Porém,
já existem fabricantes que recomendam a troca do filtro
a cada troca do óleo.
Óleo mineral
Os óleos minerais são obtidos da separação
de componentes do petróleo, sendo uma mistura de vários
compostos.
Óleo
semi-sintético
Os óleos semi-sintéticos ou de base sintética,
empregam mistura em proporções variáveis
de básicos minerais e sintéticos, buscando reunir
as melhores propriedades de cada tipo, associando a otimização
de custo, uma vez que as matérias-primas sintéticas
possuem custo muito elevado.
Óleo
sintético
Os óleos sintéticos são obtidos por reação
química, havendo assim maior controle em sua fabricação,
permitindo a obtenção de vários tipos de
cadeia molecular, com diferenças características
físico-químicas e por isso são produtos
mais puros.
Significado
das siglas que vêm nas embalagens de lubrificantes (SAE,
API, ACEA, JASO, NMMA):
SAE
- (Society of Automotive Engineers)
É a classificação mais antiga para lubrificantes
automotivos, definindo faixas de viscosidade e não levando
em conta os requisitos de desempenho. Apresenta uma classificação
para óleos de motor e outra específica para óleos
de transmissão.
API
- (American Petroleum Institute)
Grupo que elaborou, em conjunto com a ASTM (American Society
for Testing and Materials), especificações que
definem níveis de desempenho que os óleos lubrificantes
devem atender. Essas especificações funcionam
como um guia para a escolha por parte do consumidor. Para carros
de passeio, por exemplo, temos os níveis API SJ, SH,
SG, etc.. O "S" desta sigla significa Service Station,
e a outra letra define o desempenho. O primeiro nível
foi o API SA, obsoleto há muito tempo. Com a evolução
dos motores, os óleos sofreram modificações,
para atender às exigências dos fabricantes dos
motores no que se refere à proteção contra
desgaste e corrosão, redução de emissões
e da formação de depósitos, etc.. Atualmente,
o nível API SL é o mais avançado. No caso
de motores diesel, a classificação é API
CI-4, CG-4, CF-4, CF, CE, etc. O "C" significa Commercial.
A API classifica ainda óleos para motores dois tempos
e óleos para transmissão e engrenagens.
ACEA
- (Association des Constructeurs Européens de l´Automobile).
Classificação
européia associam alguns testes da classificação
API, ensaios de motores europeus (Volkswagen, Peugeot, Mercedes
Benz, etc.) e ensaios de laboratório.
JASO
- (Japanese Automobile Standards Organization)
Define especificação para a classificação
de lubrificantes para motores a dois tempos (FA, FB e FC, em
ordem crescente de desempenho).
NMMA
- (National Marine Manufacturers Association)
Classificando os óleos lubrificantes que satisfazem suas
exigências com a sigla TC-W (Two Cycle Water), aplicável
somente a motores de popa a dois tempos. Atualmente encontramos
óleos nível TC-W3, pois os níveis anteriores
estão em desuso.
Significado dos números (20W/40, 50, etc.) que
aparecem nas embalagens de óleo:
Estes números que aparecem nas embalagens dos óleos
lubrificantes automotivos (30, 40, 20W/40, etc.) correspondem
à classificação da SAE (Society of Automotive
Engineers), que se baseia na viscosidade dos óleos a
100oC, apresentando duas escalas: uma de baixa temperatura (de
0W até 25W) e outra de alta temperatura (de 20 a 60).
A letra "W" significa "Winter" (inverno,
em inglês) e ela faz parte do primeiro número,
como complemento para identificação. Quanto maior
o número, maior a viscosidade, para o óleo suportar
maiores temperaturas. Graus menores suportam baixas temperaturas
sem se solidificar ou prejudicar a bombeabilidade.
Um
óleo do tipo monograu, só pode ser classificado
em um tipo escala (Ex.: Lubrax MG-1 apresenta os graus 20W,
30, 40 ou 50; ou o F-3 da Ipiranga que apresenta os graus 30,
40 ou 50). Já um óleo com um índice de
viscosidade maior pode ser enquadrado nas duas faixas de temperatura,
por apresentar menor variação de viscosidade em
virtude da alteração da temperatura. Desta forma,
um óleo multigrau SAE 20W/40 se comporta a baixa temperatura
como um óleo 20W reduzindo o desgaste na partida do motor
ainda frio e em alta temperatura se comporta como um óleo
SAE 40, tendo uma ampla faixa de utilização.
Especificação
para fluido de freio:
A especificação para fluido para freio SAE e DOT-3
não são as mesmas, mas ambas atendem a normas
americanas e são para freios a tambor e a disco, no entanto,
uma foi definida pela entidade SAE e outra pelo Departamento
de Transporte da FMVSS.
Na prática elas se equivalem, isto é, onde se
recomenda uma pode-se usar a outra e vice-versa.